segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Apenas 15% dos diabéticos brasileiros têm a glicemia bem controlada

Manter a glicemia bem controlada é a principal meta no tratamento do diabetes, por outro lado, é um dos grandes desafios para o paciente e também para os profissionais envolvidos no tratamento. Como membro de um importante grupo de profissionais que se envolvem nesta causa (GECD-UNIFESP),  vivencio as conquistas de muitos e o insucesso de outros. Pessoalmente, posso afirmar que a orientação a respeito da doença e o esclarecimento dos tratamentos possíveis para o bom controle são os grandes diferenciais. Hoje, os tratamentos são muito mais abrangentes possibilitando um controle mais maleável se comparado ao controle estabelecido anos atrás.
O que não muda é que o bom controle da doença possibilita uma boa e duradoura qualidade de vida.

Um estudo feito em 28 cidades brasileiras aponta que apenas 15% dos diabéticos do país fazem bom controle da doença. A pesquisa, que foi feita por meio da análise dos prontuários e questionários respondidos por pacientes entre 2008 e 2010, analisou os dados de 3.591 pessoas de 28 cidades nas cinco regiões do Brasil.
O diabetes é uma doença causada pela falta ou mau funcionamento de um hormônio chamado insulina. Ele é necessário para fazer com que a glicose – que fornece energia para o corpo - entre na célula. A doença faz com que haja excesso de glicose no sangue, causando danos aos tecidos, em especial aos vasos sanguíneos, o que pode resultar em outras enfermidades.
Existem diversos tipos de tratamento para o diabético controlar os níveis de glicose no sangue, como dieta, exercícios, medicamentos orais ou insulina. O sucesso do tratamento pode ser avaliado por medições constantes com um aparelho portátil ou por um exame de sangue chamado hemoglobina glicosilada, que faz uma média do nível da glicose sanguínea dos três meses anteriores ao exame e dá uma ideia global de como está o tratamento.
Aceitação
O controle do diabetes está diretamente ligado ao grau de aceitação e conhecimento que o paciente tem sobre a doença, pois o tratamento requer dedicação e mudança de hábitos. Segundo a psicóloga Graça Camara, da Associação de Diabetes Juvenil (ADJ), cada um reage de uma forma diferente ao diagnóstico da doença, de acordo com as experiências de vida, se já conhece a doença, se tem parente diabético, se acha que é doença de velho, de obeso. Dependendo de todos estes fatores, o paciente pode ficar só surpreso, triste, ou entrar em depressão.
A aceitação do diagnóstico passa por vários estágios: negação, aceitação (quando começa a querer fazer alguma coisa), a contemplação (quando assume a doença e começa a se tratar melhor) e a manutenção (ir sempre ao médico, continuar o tratamento diário). Caso o paciente deixe de lado a manutenção, pode deixar de se cuidar e voltar à fase inicial.
Se o paciente passa muito tempo em negação, sem buscar tratamento ou informação sobre a doença, há a necessidade de terapia para que ele aceite o diagnóstico.
Jovens
No levantamento feito com apoio da Fundação Oswaldo Cruz, da Sociedade Brasileira de Diabetes e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro, 20% dos pacientes foram diagnosticados antes dos cinco anos e mais de 70% foram diagnosticados antes dos 15 anos. Camara explica que, para estes jovens, o desafio é ainda maior, pois na adolescência os hormônios tornam o controle mais difícil e é uma idade de revolta, de autoconhecimento e de identificação com os colegas.
O adolescente se sente estranho quando é o único a ser diabético, pois isso, nesta faixa etária, o contato com outros diabéticos é essencial. Para os que foram diagnosticados na infância, a adolescência é o momento de assumir o tratamento que era feito pelos pais, para conquistar mais independência.
A psicóloga explica que, ao receber o diagnóstico, é importante não se desesperar, pois a doença é controlável. “Não é nenhum bicho de sete cabeças, a pessoa pode ter uma ótima qualidade de vida”, comenta Camara. É importante buscar informações para fazer com que o tratamento se adapte ao dia a dia. “Se não sabe aplicar insulina, busque uma enfermeira, se não sabe o que comer, procure um nutricionista, sempre converse com o médico sobre seus medos, dificuldades e angústias para que ele o encaminhe para o profissional adequado”, aconselha a psicóloga.
Nesse link tem assuntos interessantes.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Teste o seu conhecimento sobre os mitos da alimentação.

Beterraba cura anemia
Resposta: A anemia por falta de ferro normalmente é resultado do consumo insuficiente do nutriente na dieta. A beterraba é um alimento pobre em ferro assim como o espinafre. As carnes vermelhas e miúdos são as maiores fontes na dieta, pois além de possuírem mais ferro é justamente o tipo de ferro que o nosso organismo faz melhor proveito. Hortaliças, frutas e cereais são importantes como complementos.


Açúcar orgânico é menos calórico do que a versão refinada
Resposta: a versão orgânica do açúcar é mais saudável por apresentar mais minerais (potássio, magnésio, cálcio, ferro, fósforo) do que a versão refinada. Mas as calorias são praticamente as mesmas, bem como o efeito sobre a glicemia (o açúcar no sangue).

O sal marinho é melhor para quem tem hipertensão
Resposta: é o mesmo caso do açúcar orgânico. O sódio presente no sal, tanto na versão refinada quanto na marinha, é quem de fato aumenta a pressão e este nutriente está na mesma quantidade em ambas as versões. Para quem é hipertenso, o ideal é adicionar bastante ervas secas ao sal e usar em quantidades moderadas. As ervas (assim como hortaliças e frutas) possuem potássio e magnésio que ajudam a reduzir a pressão.

O óleos vegetais (soja, canola, milho, girassol, linhaça) têm ao menos um pouco de colesterol Resposta: o colesterol somente está presente em produtos e alimentos de origem animal, portanto nenhum óleo vegetal possui colesterol. O mesmo acontece para o caso das margarinas que são produzidas com óleo vegetal. Atenção apenas para a versão mix de margarina + manteiga, esta é de origem animal.

 A carne de frango é mais magra do que a carne bovina
Resposta: praticamente todas as carnes (aves, suína, bovina) possuem cortes mais gordinhos e cortes magros. A coxa e sobre coxa do frango são cortes gordinhos, bem como a pele das aves. O lombo suíno é um corte magro, assim como o músculo e lagarto bovino. Os peixes no geral são carnes magras.


Comer carboidratos (arroz, pães, batatas, massas) à noite engorda
Resposta: se comer uma grande quantidade todos os dias e você for um sedentário, provavelmente alguns quilos a mais irão surgir, mas isso não é uma condição exclusiva para o período da noite, a diferença é que durante do dia, existe a chance de gastar o excesso consumido. Você pode substituir estas versões de carboidratos da noite por frutas e pelas versões integrais, mas a dica de não abusar é a mesma.

Para quem quer emagrecer não é permitido comer manga, abacate e banana
Resposta: todas as frutas possuem vitaminas e minerais diferentes e, portanto, todas têm um papel especial no organismo e são igualmente importantes. Todas as frutas são permitidas, mas a regra de não abusar é geral.

O azeite é tem menos calorias do que o óleo de soja
Resposta: TODAS as gorduras têm as mesmas calorias. Um grama de gordura da banha animal tem as mesmas calorias de um grama de azeite. O que as diferencia é a qualidade da gordura. O azeite está associado à redução do colesterol ruim e aumento do colesterol bom no sangue e redução de doenças cardiovasculares enquanto que a gordura da banha (rica em gordura saturada) está associada ao quadro inverso, o mesmo para todas as gorduras saturadas presentes em alimentos industrializados, fast food, etc.


sexta-feira, 29 de julho de 2011

Resultados da pesquisa do IBGE sobre a Alimentação do Brasileiro. Aonde vamos parar?

Publicado recentemente a pesquisa do IBGE que destacou dados a respeito da qualidade da alimentação no Brasil. Embora alarmante, não é uma surpresa. A qualidade da dieta dos brasileiros está decadente, ingestão insuficiente de hortaliças e frutas e alimentos e bebidas fontes de cálcio, excesso de calorias, gordura saturada, açúcar e sódio. É realmente o caminho para o caos da alimentação. O grande resultado desta preocupante situação é o aumento na prevalência de doenças crônicas chamadas de não transmissíveis como a obesidade e diabetes (e todas as suas devastadoras  consequências).


Mais de 60% dos brasileiros consomem quantidade de açúcar superior ao recomendado pelo Ministério da Saúde (10% da ingestão total de calorias diárias) e, pelo menos, 82% da população ultrapassa o consumo ideal de gordura saturada (7% da ingestão total de calorias diárias). A análise de consumo alimentar do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada hoje, apontou que no caso das adolescentes a ingestão excessiva de açúcar é mais comum. Entre os idosos, quase 80% deles ingerem mais gordura saturada do que o limite tolerável.
“Os adolescentes já têm inadequação para macronutrientes desde cedo. Você já vê o açúcar e gordura saturada extrapolando os limites, porque eles [adolescentes] também são alvo da prevalência de alimentação fora de casa”, avaliou André Martins, analista da Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE. Martins destacou a influencia da caloria fora de casa, que, segundo a pesquisa representa 16,2% do total do consumo energético médio diário dos brasileiros –entre 1.490 quilocaloria (kcal) e 2.289 kcal.
O pesquisador do IBGE lembrou que nas últimas análises desse mesmo levantamento, os adolescentes revelaram índices preocupantes de sobrepeso. “Até os 10 anos, a população ainda aparece um pouco protegida da prevalência de sobrepeso, mas, dos 10 ou mais, as crianças começam a ter liberdade sobre o que comem, e a gente observa que já deram um bom aumento na prevalência do sobrepeso”, alertou.
A análise de consumo alimentar do instituto ainda apontou que o consumo de biscoito recheado, salgadinhos industrializados, pizzas, doces e refrigerantes foi associado às médias elevadas das gorduras saturadas e açúcar dentro do consumo energético total.
“Adicionalmente é preocupante a falta da nossa cultura de fazer uso de frutas, legumes e verduras, para que a gente possa minimizar essa deficiência de alguns micronutrientes que temos, como o caso do cálcio”, ponderou Martins.
Martins ainda explicou que as pessoas que indicaram pizza e biscoito recheado em seus questionários, que foram preenchidos durante dois dias não consecutivos, obtiveram um total de energia que extrapola em 400 calorias a média nacional. Por outro lado, as pessoas que incluíram arroz integral em suas dietas, revelaram media de energia mais baixo.
Os pesquisadores também avaliaram o consumo do colesterol. Em todas as idades, foram as mulheres que consumiram alimentos com menos colesterol – de 186,3 miligramas (mg)/dia a 237,9 mg/dia – do que entre os homens (231,1 mg/dia 282,1 mg/dia).
Fonte:http://www.jb.com.br/ciencia-e-tecnologia/noticias/2011/07/28/mais-de-60-dos-brasileiros-consomem-acucar-acima-do-recomendado-2/ 

terça-feira, 21 de junho de 2011

Como a alimentação pode reduzir a chance de contrairmos a gripe???

Uma alimentação equilibrada, composta por frutas, legumes, verduras e grãos integrais, reforça o sistema imunológico e deixa o organismo mais resistente a vírus e bactérias. Ou seja, o consumo regular de alimentos ricos em vitaminas e minerais é capaz de blindar sua saúde, prevenindo gripes e infecções, entre outras doenças.


“Probióticos favorecem a imunidade de forma geral”, atesta o nutrólogo João César Castro Soares, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Mas não espere a enfermidade aparecer para fazer mudanças no cardápio. “Reavalie sua dieta e seu estilo de vida antes que seu corpo fique suscetível aos vírus”, aconselha a nutricionista Bruna Murta, da Rede Mundo Verde.

Além da alimentação, outros cuidados são importantes para a prevenção de doenças. Entre eles estão a prática frequente de exercícios, sono reparador e combate ao estresse.

Agora, se você já estiver gripado, procure descansar, aumente a ingestão de líquidos e reforce o prato com ingredientes saudáveis para ter alívio mais rápido dos sintomas.

Confira a seguir alguns alimentos que ajudam a reforçar a imunidade:

Probióticos: têm microorganismos vivos que recuperam a microbiota intestinal e fortalecem o sistema imunológico. Eles são adicionados a alimentos, como leites fermentados e iogurtes.

Alho: fonte de alicina, estimula a resposta imunológica. Use amassado no feijão, em sopas e temperos de saladas.

Cogumelo shitake: contém lentinana, substância que aumenta a produção das células de defesa do organismo.

Frutas cítricas: são clássicas no reforço à imunidade, graças à alta concentração de vitamina C.

Acerola: fruta riquíssima em vitamina C (30 a 50 vezes mais que a laranja), que age na reconstituição dos leucócitos em períodos de queda de resistência.

Gengibre: é expectorante, reduz a inflamação e a dor. Adicione a raiz a chás e sucos.

Chás verde e branco: essas bebidas são ricas em catequina, poderoso antioxidante que atua no combate aos radicais livres. A substância ainda fortalece o sistema imunológico.

Couve, cenoura, tomate: são fontes de betacaroteno, poderoso antioxidante que atua contra infecções e estimula as células imunológicas.

Mel: contém substâncias que agem como antibióticos naturais. Eficaz contra os sintomas de gripes e resfriados. Pode ser coadjuvante no tratamento de problemas pulmonares e da garganta.


Adaptado de:http://saude.ig.com.br/alimentacao/alimentos+que+previnem+a+gripe/n1596989843633.html

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Alimentos Funcionais e Dieta Funcional.

Muito tem se ouvido falar de dieta funcional e alimentos funcionais. Aqui no Brasil, ainda é uma ciência relativamente recente e por isso não devemos nos deixar levar por informações metralhadas nas mais diversar fontes de comunicação. É importante ressaltar que buscar nos alimentos funcionais a cura de doenças é um tanto pretensioso, já que normalmente outros fatores devem ser ajustados em paralelo à alimentação.


É consenso de que saúde e boa alimentação caminham juntas. Há alguns anos, um novo conceito de nutrição vem ganhando adeptos: é a chamada Alimentação Funcional.

Esse conceito foi introduzido primeiramente no Japão, na década de 80, é baseado no cardápio individualizado, leva em conta a saúde, estilo de vida, sexo e as necessidades de cada pessoa para definir o que faz bem ou mal àquele indivíduo.

Segundo a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) alimento funcional é definido como "aquele alimento ou ingrediente que, além das funções nutricionais básicas, quando consumido, como parte da dieta habitual, produz efeitos benéficos à saúde".

Os alimentos funcionais têm sido muito estudados e embora não curem, apresentam componentes ativos capazes de prevenir ou reduzir o risco de algumas doenças.

Antes de definir o cardápio, vale consultar um nutricionista para que as escolhas e porções sejam bem feitas e balanceadas para as necessidades reais de cada indivíduo.

Confira na tabela abaixo alimentos que têm seus benefícios comprovados cientificamente e devem fazer parte da dieta diária. Conheça também um cardápio funcional balanceado.

Parceiros da boa alimentação

Soja - Redução do colesterol ruim (LDL), ajuda a diminuir os sintomas da menopausa.
25g a 60 gramas por dia

Aveia integral - Reduz os níveis de colesterol, inclusive o LDL
40 a 60 gramas por dia

Peixes - Redução do risco de doenças cardiovasculares
Três porções por semana

Alho - Diminuição da pressão arterial e dos níveis de colesterol
1 dente de alho por dia, de preferência, cru

Chá verde - Redução do risco de câncer de esôfago e gástrico
4 a 6 xícaras por dia

Tomate, goiaba - Ação oxidante e redução do risco de câncer de próstata
10 porções semanais

Espinafre, Couve - Diminuição do risco de degeneração macular e de catarata
1 porção por dia

Cenoura, Manga, Abóbora - Percursos da vitamina A, com ação hipotensiva
1 porção diária

Vinho tinto - Redução de colesterol, estimulação do sistema imunológico
1 taça por dia (mas atenção pois não deixa de ser uma bebida alcoólica)

Óleo de linhaça, nozes amêndoas, castanhas e azeite de oliva - O ácido graxo tem ação imonológica e anticancerígena
1 colher de sopa ao dia

Maçã - Prevenção de eventos cardiovasculares, trombose e câncer de pulmão
1 maçã por dia

Fonte: http://www.einstein.br/espaco-saude/nutricao/Paginas/alimento-funcional-beneficio-extra-a-saude.aspx

domingo, 8 de maio de 2011

Comer e Beber... qual o problema?

Muitas pessoas se proíbem de consumir líquido nas refeições com as mais diferentes justificativas. Dizem: “dificulta a digestão”; “dá barriga”; “engorda” e outras tantas. O que é verdadeiro dentre estas crenças?

Ao consumirmos alimentos, estes são retidos no estômago temporariamente por meio de válvulas que permitem a passagem de pequenas quantidades de tempo em tempo. Ao consumirmos água, esta também será parcialmente retida em conjunto com os alimentos. Imagine então o volume que este órgão é capaz de suportar quando consumimos pizza, churrasco regado a chope, cerveja, refrigerante etc.

Nosso estômago é bastante dinâmico e se adapta aos nossos hábitos. Se você iniciar um consumo elevado de alimentos em todas as refeições ele terá sua capacidade aumentada suportando assim maior quantidade de alimento. Desta forma ao consumirmos líquidos nas refeições estaremos impondo ao estômago que se adapte a este volume (líquido + alimento) que repercutirá em aumento do tamanho físico deste órgão.

Este volume de líquido pode comprometer a digestão? Estudos clássicos demostram que não, principalmente porque a digestão não ocorre apenas no estômago, ela se prolonga até o intestino. Alguns pesquisadores acreditavam que ao consumir muito líquido durante a refeição, parte do ácido clorídrico presente no estômago seria diluído comprometendo assim a digestão. Entretanto isto não ocorre, parte do líquido consumido é utilizado para a própria síntese deste ácido que tem sua concentração extremamente controlada pelo organismo. Isto quer dizer que não ocorre comprometimento da capacidade digestiva pela diluição gástrica.

A pergunta que resta é: este consumo pode engordar? A resposta a esta indagação é: DEPENDE. Pela água não, pois esta não fornece energia. Porém se a bebida for composta com outros nutrientes como carboidrato, proteína, lipídeo ou álcool, a resposta é sim!

Fonte: http://nutritips.blog.uol.com.br/

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Bebidas lights não são causa direta de diabetes, revela estudo.

... é, não são eles os culpados. Os maiores culpados ainda continuam sendo erros na dieta (excesso de gordura, açúcar em bebidas, doces e outros industrializados), o sedentarismo...

Um estudo da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, revelou que as bebidas gasosas adoçadas artificialmente e as lights, que utilizam substitutos do açúcar para reduzir as calorias, não causam diabetes.


O objetivo do estudo, publicado na revista "The American Journal of Clinical Nutrition", era investigar a relação da ingestão de bebidas com açúcar e adoçadas artificialmente com a incidência do diabetes tipo 2.

Durante muito tempo, refrigerantes lights foram apontados como responsáveis por aumentar o risco de a pessoa desenvolver diabetes, uma doença que afeta 25,8 milhões de pessoas nos Estados Unidos.

Frank Hu, coautor do estudo, afirmou que há alternativas às bebidas gasosas e, embora as dietéticas não sejam a melhor opção, seu consumo moderado não tem os efeitos nocivos que se pensavam.

O consumo de bebidas doces se associa a um risco significativamente elevado de desenvolver diabetes do tipo 2, enquanto a associação entre as bebidas adoçadas artificialmente e esse tipo de diabetes tipo se explica em grande parte pelo estado de saúde da pessoa.

O estudo também revelou que o consumo diário de café, tanto normal quando descafeinado, diminui o risco de a pessoa desenvolver diabetes. Os pesquisadores não têm certeza sobre o motivo para isso, mas acreditam que poderia ser por causa de antioxidantes, vitaminas e minerais presentes no café.

Os pesquisadores analisaram a evolução de 40 mil pessoas que consumiam este tipo de bebida por um período de 20 anos.

Os resultados indicaram que aqueles que tomaram bebidas gasosas e doces aumentaram a possibilidade de desenvolver diabetes em 16%, em comparação com as pessoas que não ingeriram essas bebidas.

No entanto, o resultado não foi o mesmo no caso das pessoas que ingeriram bebidas light.

Apesar de alguns consumidores de bebidas light adoçadas artificialmente terem desenvolvido diabetes, após analisar fatores como a pressão sanguínea, os níveis de colesterol e o peso, os pesquisadores perceberam que o desenvolvimento da doença estava vinculado a problemas como excesso de peso, dieta e índice de massa corporal e não às bebidas.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Intestino preguiçoso: é hora de trabalhar!

Ir ao banheiro dia sim, dois não, ás vezes, ficar até uma semana sem visitar aquele precioso local para evacuar, pode ser um sinal de que o seu intestino está precisando de uma força para trabalhar melhor. Mas, antes de rotular o seu intestino, observe alguns sinais, pois é importante para então definir o tipo de intervenção necessária:


1) Percebo que quando aumento o consumo de verduras, legumes, frutas e alimentos integrais o funcionamento tende a melhorar – quer dizer que falta fibras para aumentar o bolo fecal e assim facilitar a evacuação;

2) Quando aumento o consumo de líquidos, o intestino trabalha melhor – quer dizer que falta hidratação para amolecer o bolo fecal e assim facilitar a evacuação;

3) Quando pratico alguma atividade física como caminhada, corrida, atividades na água, musculação, percebo que o intestino funciona melhor – sedentarismo é uma causa sim para intestino preguiçoso;

4) Mesmo fazendo tudo isso, o intestino teima em não funcionar - neste caso, pode ser que a flora intestinal não esteja tão saudável. Existem alguns tipos de bactérias que habitam o intestino que são muito benéficas ao organismo como todo, não somente para o funcionamento intestinal. Elas promovem melhora no revestimento interno da parede do intestino melhorando a absorção de nutrientes como as vitaminas e minerais, são eficientes para manter uma barreira de proteção contra agentes que podem causar doenças quando em contato com o trato gastrointestinal e combatem bactérias consideradas maléficas a nossa saúde;

5) Ainda existem os casos onde pode ser necessária a intervenção médica, pois o problema pode ser de ordem fisiológica e/ou morfológica do indivíduo ou do trato intestinal, por exemplo, o diagnóstico de megacolon ou síndrome do intestino irritável ou doenças que comprometam o sistema nervoso (onde o estimulo de evacuação está prejudicado).

Assim, esclarecido alguns pontos, vamos agir sobre o fator que podemos intervir facilmente: o seu hábito de vida.

Dica:

Consuma hortaliças (verduras e legumes), frutas, alimentos integrais e ingerir de 1,5 à 2 Litros de água / dia, são regras básicas para quem precisa melhorar o funcionamento intestinal;

Consuma regularmente alimentos probióticos (alimentos com quantidade maior de bactérias / lactobacilos para restaurar a flora intestinal), é benéfico. Iogurtes e leite fermentado desta categoria são os mais fáceis de serem encontrados, inclusive existem estes iogurtes nas versões lights e zero para quem não quer comprometer a dieta. Comece tomando 1 dose / dia, sem bebida ou alimento quente para não “matar” os bichinhos. Lembrando que é preciso consumir por um período mínimo de cinco dias para restaurar a flora intestinal;

Praticar uma atividade física como caminhada, corrida, musculação principalmente focado na região abdominal, natação, hidroginástica, bike e atividades de jump (claro, para aqueles que não têm comprometimento das articulações) são muito úteis;

Existem ainda fibras industrializadas que podem ajudar muito para aqueles que não conseguem atingir uma quantidade adequada diariamente. Embora seja uma opção muito prática e até saudável para alguns indivíduos, estes produtos somente devem ser prescritos por profissionais nutricionistas ou médicos.

E... vamos colocar este intestino para trabalhar!