terça-feira, 28 de agosto de 2012

A fruta milagrosa.

Recentemente conheci uma fruta minúscula e vermelhinha que mais parecia uma pequena pimenta do que uma fruta em si. O que me levou até ela foi a promessa do efeito que ela era capaz de causar: ela pode fazer você chupar um limão como se estivesse chupando uma laranja! Não é á toa que leva o nome de Fruta Milagrosa. A dica é comer a frutinha antes de chupar o limão (para quem quer começar com o maior desafio, claro!). Ela é capaz de deixar o sabor ácido como se açúcar tivesse sido jogado no limão, a acidez do limão não deixa de existir, mas dá a sensação de que estamos chupando o limão com açúcar.  
O causador deste efeito impressionante é uma proteína chamada de miraculim que adere nas papilas responsáveis em gerar o sabor ácido e amargo dando lugar a sensação do sabor doce. Experimentei a fruta com outras frutas: morango (ficou uma delícia!), com laranja pera (tive a sensação de que ficou até doce demais!), maçã (mesmo caso da laranja) e até com salada de tomate (a salada ficou levemente adocicada, pode ser por causa do limão que espremi e devido a acidez do tomate também). Mastiguei até umas folhas de radichio (para quem não conhece é uma hortaliça amarga), mas não percebi o sabor doce neste caso, o mesmo aconteceu quando experimentei com o café (imaginando que podia deixar o café adoçado sem o uso de açúcar ou adoçante).  
Numa rápida busca em estudos com a fruta, descobri que há pesquisas feitas desde 1965 com a Fruta Milagrosa. Em tais estudos, além das descobertas da modificação do paladar, foram documentadas o efeito antioxidante que a fruta pode oferecer e da coloração natural que se mostrou um ótimo corante natural.
Alguns destes estudos referem a modificação do sabor azedo apenas, mas outros comentam do efeito sobre o sabor amargo também. Acredito que isso se deva a percepção sensorial de cada pessoa e do alimento utilizado nos estudos.
Bom, mas vale muito a pena experimentar a Fruta Milagrosa. Pode ser uma boa dica para as pessoas (e crianças) que têm mania de colocar açúcar e leite condensado na fruta com a desculpa de suavizar o azedo.
Mastigar apenas uma frutinha, que é um pouco maior do que uma semente de romã (a semente da frutinha não é para ser mastigada), é capaz de proporcionar a sensação de doce por 30 minutos a duas horas. Já o preço não é doce, mas ainda sim vale muito a pena experimentar!

terça-feira, 24 de julho de 2012

A dieta com a sonda que emagrece


Primeiro é preciso esclarecer sobre a prática da nutrição enteral (o nome da terapia que adota o uso da sonda de alimentação). Trata-se de uma terapia nutricional para aqueles pacientes que, por muitos motivos, não podem, não querem ou não devem alimenta-se pela boca. Estes motivos variam de doenças como o câncer que na região da boca e sistema digestório impossibilitando que os alimentos sejam consumidos e/ou digeridos normalmente, ou na anorexia ou outras razões como a recomendação médica para o paciente ficar sem alimentar-se via oral.
Assim, a terapia enteral é utilizada para manter o paciente nutrido ou para recuperar um estado nutricional adequado para que consiga ter prognóstico melhor em decorrência da doença. Este terapia baseia-se na introdução de uma sonda que conecta-se com um cateter que está introduzido no paciente, seja pelo nariz ou por uma via inserida cirurgicamente no paciente através da parede abdominal que dá acesso direto ao estômago ou intestino delgado, a decisão pelo local depende das condições deste paciente e se seu estômago está apto para receber a dieta ou não.
Para esta terapia existem alguns tipos de dietas industrializadas com características diferentes para atender necessidades específicas. Existem aquelas mais calóricas para um desnutrido ou uma dieta pobre em fibras para aquele que necessita formar pouco resíduo intestinal ou dietas sem açúcar para diabéticos ou síndrome metabólica ou dieta rica em proteínas para os casos de desnutrição ou com risco, dietas específicas para pacientes com problemas pulmonares, hepáticos (de fígado) e etc.
Percebe-se assim, que trata-se de uma terapia específica para pacientes doentes, e obviamente não inclui pessoas que querem apenas perder peso. Outro ponto é a respeito da introdução da sonda que somente pode ser feito por médico, ou seja, não é possível remover quando achar conveniente e reintroduzir na hora da refeição e ainda, a alimentação via oral é eliminada pelo período "recomendado" para usar exclusivamente a sonda.
É possível reduzir o peso porque a oferta de calorias desta dieta é de 800 a 1000 kcal por dia. Como efeito colateral, há uma constipação acentuada (problema muito comum já entre mulheres), mal hálito, privação do prazer de saborear o alimento e limitação do convívio social.
Fica aqui a dica: há maneiras muito mais saudáveis e fáceis para reduzir o peso. Esta é mais uma manobra incoerente para perder apenas alguns quilos que correm um grande risco de serem recuperados já que não há qualquer mudança de hábito, o principal fator capaz de manter o peso perdido.  

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Novo IMC para avaliar melhor o risco cardíaco e diabetes


É hora de dizer adeus ao IMC (índice de massa corporal). A proposta é de pesquisadores britânicos, que apresentam neste sábado (12) em Lyon, na França, uma revisão de estudos mostrando que a proporção entre a cintura e a altura prevê melhor o risco cardíaco e de diabetes do que a velha escala do IMC.
O índice de massa corporal é calculado dividindo o peso em quilos pela altura, em metros, ao quadrado. A conta sugerida pela pesquisa da médica Margaret Ashwell, da Universidade Oxford Brookes, é ainda mais fácil: a circunferência da cintura deve ser, no máximo, a metade da altura. Se uma pessoa tiver 1,60 m de altura, sua cintura deve ter até 80 cm. Mais do que isso é sinal de risco.




GORDURA ABDOMINAL
Medir a cintura para ver risco cardíaco não é uma ideia nova. Mas, segundo o endocrinologista Alfredo Halpern, os padrões usados hoje (102 cm para homens e 88 cm para mulheres como limite máximo) não levam em conta a altura. "Claro que uma pessoa de 1,90 m com cintura de 94 cm não tem o mesmo risco de uma com 1,50 m e a mesma circunferência."
O que faltava era a comprovação de que uma cintura medindo 50% da altura é um indicador fiel da maior probabilidade de ter problemas cardíacos e metabólicos.
A revisão de estudos feita pelos britânicos analisou 31 trabalhos, envolvendo um total de 300 mil pessoas.
A pesquisa também levou em conta diferentes etnias para encontrar a proporção máxima da cintura.
Isso é importante porque um dos pontos fracos do IMC é que ele tem significados diferentes para cada etnia. De acordo com Halpern, indianos e japoneses já apresentam risco de diabetes com valores de IMC considerados normais (entre 20 e 25).
O IMC também não discrimina entre massa muscular e gordura na hora da conta. Por isso é que a cintura começou a ganhar importância.
De acordo com o médico da USP, o risco para a saúde é maior quando a pessoa tem mais gordura entre as vísceras. Essa gordura é mais perigosa do que a localizada logo abaixo da pele. A medida da circunferência não diferencia entre as duas.
"Por isso também essa medida pode ser falha. Mas, quanto maior é a circunferência, mais gordura há dentro e fora das vísceras. Com a altura, a precisão aumenta."
Segundo a autora do estudo, a proporção entre altura e cintura, além de servir para pessoas com qualquer ascendência, também vale para crianças -- a
versão infantil do índice de massa corporal tem uma escala que varia de acordo com a idade.

De acordo com Ashwell, a nova medida já está ganhando apoio em países como EUA, Austrália, Japão, Índia, Irã e também no Brasil.
Pesquisadores da City University de Londres estimaram que um não fumante de 30 anos reduz sua expectativa de vida em até 33% se a medida de sua cintura corresponder a 80% de sua altura.
"Manter a circunferência da cintura no ponto certo aumenta a expectativa de vida para todas as pessoas do mundo", disse Ashwell.
Halpern lembra, no entanto, que, como todo estudo epidemiológico, esse também vai se deparar com casos que fogem à regra.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

O falta de tempo para comer direito engorda.

Muitas, mas muitas pessoas (se não todos) que enfrentam problemas com a balança dizem que a falta de tempo é o grande culpado por não alimentarem-se corretamente. Vamos ser honestos e reconhecer que o "grande vilão" não é o tempo, somos nós que estamos constantemente tentado nos adaptar à rotina (por mais maluca e desorganizada que seja) e não nos planejamos para termos uma saúde melhor. 

Segue uma matéria sobre como a falta de tempo na alimentação favorece a obesidade.

A falta de tempo é a justificativa número um que aparece nos consultórios para a dieta ruim.
A agenda apertada acaba como culpada pelas escolhas inadequadas para elaborar o cardápio do café da manhã, almoço e jantar.
De fato, explicam os especialistas, a pressa está por trás da escalada dos índices de sobrepeso no Brasil, que segundo os últimos números do Ministério da Saúde, já afeta metade da população.
Liquidar a refeição em cinco minutos, como é de praxe nos restaurantes na hora do almoço, afeta o funcionamento do organismo e favorece o ganho de peso, explica a nutricionista do Hospital do Coração, Camila Gracia.
“Quanto mais rápido você se alimenta, menos tempo o cérebro tem para receber a mensagem e ativar os mecanismos de saciedade”, explica.
“Isso significa que a pessoa precisa comer sempre um pouco mais para ficar satisfeita. O efeito é acumulativo e, em um ano, a pessoa engorda sempre um pouco mais”, diz Camila.
Este não é o único efeito nocivo da rotina alimentícia apressada. “O sistema digestivo também fica com mais dificuldade de trabalhar quando os alimentos chegam praticamente sólidos no estômago. Além de irritação, dores, a falta de mastigação significa comer em maior quantidade”, complementa a especialista.
Neste contexto, mapeou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), agrava a situação a atual composição da dieta brasileira. Arroz e feijão – dupla ideal para a saciedade – perderam espaço para industrializados. Isso significa mais calorias, mais sódio e menos nutrientes.
ual é a solução para os apressados que querem fazer as pazes com a balança? A resposta é rápida: organização.
Tempo nem sempre é o que falta já que, de acordo com as recomendações dos estudiosos, é possível em 25 minutos mastigar suficientemente bem a quantidade ideal de alimentos que fazem parte de um almoço saudável.
Para o café da manhã, refeição que é negligenciada por três em cada dez pessoas, são necessários só 5 minutos, o suficiente para uma alimentação que é tão importante porque ajuda a melhorar as partes do cérebro responsáveis pela memória e desempenho cognitivo, falou o nutrólogo Mauro Fisberg, da Universidade da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Somando os outros 25 minutos indicados para um jantar saudável, isso indica que 55 minutos dos 1440 existentes em um dia são suficientes para o cérebro funcionar bem e favorecer a dieta. Antes de considerá-los uma impossibilidade, é bom analisar como o tempo é dividido para suas tarefas.
De acordo com o programa federal de vigilância de fatores de risco à saúde (Vigitel), 32% da população com mais de 18 anos assistem, diariamente, 3 horas de televisão ao menos 5 vezes por semana.
A seguir, algumas dicas para reservar mais tempo para a alimentação
-Mastigue bastante os alimentos
- Entre uma garfada e outra, deixe os talheres na mesa
- Não coma assistindo à televisão ou mexendo no computador
- Preste atenção na comida e saboreie as texturas
- Sente à mesa para comer. Evite os balcões e alimentações feitas no carro, ônibus ou transporte público




quarta-feira, 28 de março de 2012

Bactérias do intestino interagem até com o cérebro

As bactérias que habitam o intestino têm sido cada vez mais estudadas e o que observamos é que de fato elas exercem um potencial benéfico que vai além de um bom funcionamento intestinal. Confira a reportagem abaixo.

O que doenças comdiabetesalergia,síndrome do intestino irritável, obesidade e aterosclerose têm em comum? Bem mais do que se pode imaginar. Pelo menos é nisso que acreditam os pesquisadores de diversas áreas da medicina, da biologia e da nutrição, que estão reunidos até quarta-feira (28) em Évian (França) no Gut Microbiota for Health, o primeiro congresso mundial dedicado a discutir os impactos das bactérias que habitam o intestino na saúde humana.
Na última década, o estudo mais detalhado desse conjunto de ecossistemas formado por mais de mil espécies de micro-organismos que vivem em paz conosco (a maior parte do tempo) revelou fatos surpreendentes. Por exemplo: ao longo da vida, um ser humano abriga nada menos do que 100 trilhões de bactérias no organismo e produz perto de 25 toneladas de matéria orgânica formada a partir do trabalho dessas diminutas estruturas vivas.
Mas produzir matéria orgânica é apenas parte das funções. Hoje sabe-se que a microbiota do intestino - segundo os cientistas, esse é o nome mais correto para chamar a flora intestinal - exerce funções vitais na manutenção e na proteção do organismo e pode sim, contribuir para o surgimento de diversas doenças.
As bactérias do intestino conseguem digerir alguns carboidratos que o corpo sozinho não conseguiria. Elas também estão envolvidas na produção da vitamina K e são responsáveis pela formação do sistema imunológico - é no intestino que estão 70% das células do sistema natural de defesa.
Segundo cérebro
As colônias que habitam o trato intestinal interferem até na capacidade do corpo de processar remédios. "Para conseguir processar medicamentos, o corpo se valeu da habilidade adquirida ao processar as substâncias tóxicas que muitas bactérias produziam. Essa aptidão foi conquistada ao longo de milhares de anos em contato com as mais diversas espécies de micro-organismos" explica o gastroenterologista Fernando Azpiroz, do Hospital Vall d'Hebron, de Barcelona (Espanha).
Resistência: Superpoderosas, a transformação das bactérias
Além de funcionar como uma barreira contra agressões externas, as bactérias do intestino estão em constante comunicação com mais de 100 milhões de neurônios conectados diretamente ao cérebro. Essa troca de informações, feita por meio de sinais químicos, regula diversos processos nervosos do corpo, entre eles a motilidade intestinal e a percepção de dor na região do abdome. Por conta dessa sofisticada interação, alguns cientistas já consideram a microbiota intestinal como um segundo cérebro, capaz de processar informações e interferir ativamente no sistema nervoso.
Sistema adquirido
Ao contrário de muitos sistemas do organismo que já estão prontos para funcionar desde o primeiro dia de vida, o sistema gastrointestinal humano vem ao mundo absolutamente livre de bactérias. Somente ao sair do ambiente estéril da placenta, o bebê tem o primeiro contato com bactérias. No parto natural, já há o contato com as bactérias existentes no canal vaginal da mãe. Depois disso, a criança vai sendo exposta a mais e mais micro-organismos na amamentação - no leite e no contato com a pele do seio da mãe - e na medida em que passa a interagir com o ambiente em que vive. E é justamente essa interação, explica o patologista James Versalovic, da Escola de Medicina de Baylor, no Texas (EUA), que nos deixa mais fortes e capazes de lutar contra doenças.
"Quanto mais diversa essa interação, melhor. Hoje sabemos, por exemplo, que quanto mais diversificada é a alimentação, mais variada é a microbiota do intestino. E uma microbiota variada protege melhor o organismo".
Pesquisas feitas em ratos desprovidos de bactérias no intestino mostraram que eles tinham uma enorme dificuldade para processar alimentos em comparação com ratos normais e precisavam de quantidades muito superiores de alimento para obter os nutrientes necessários para seguirem vivos.
Isso, creem os especialistas, seria um forte indicativo de que as bactérias do intestino estão envolvidas no surgimento da obesidade, ou seja, de que uma dieta pouco saudável poderia influenciar as bactérias do intestino a funcionarem de forma a favorecer o ganho de peso e o acúmulo de gordura. Igualmente, a interação desse sistema com diferentes fatores (ambiente, uso de antibióticos, baixa exposição a bactérias, etc.) poderia levar as bactérias aliadas a trabalharem "contra" o corpo, ocasionando doenças.
Uma das grandes preocupações de quem pesquisas essas bactérias é justamente a paulatina redução da exposição humana a elas. Para o pediatra francês Olivier Goulet, pesquisador e professor da Universidade de Paris-Descartes, os altos índices de parto cesariano, que privam o bebê das bactérias do canal vaginal, e as baixas taxas, de amamentação - sem ela, o bebê deixa de receber uma grande quantidade de bactérias importantes para a formação do sistema imune - estão deixando as novas gerações mais vulneráveis a doenças como asma e alergias.
Como deixa de receber essas duas importantes exposições no início da vida, o sistema imunológico falha mais em responder a doenças e o organismo fica mais propenso a reações exacerbadas nas defesas.
"Em geral nós seres humanos somos bem feitos. A mecânica funciona direito e de forma sofisticada. O problema é quando deixamos de obedecer o curso normal da vida, que é a exposição natural a bactérias. O resultado, na maioria das vezes, não é positivo" diz Goulet.
Probióticos
Outro tema abordado pelos especialistas reunidos no congresso é a introdução de "bactérias do bem" na alimentação. Conhecidos como probióticos, esses micro-organismos interagem com o intestino e com as bactérias que vivem ali, ajudando a proteger o corpo de organismos prejudiciais à saúde. Ainda há muito a ser estudado, mas os pesquisadores já sabem, por exemplo, que os probióticos ajudam a tratar a diarreia aguda em crianças e também aquela ocasionada pelo uso de antibióticos.
Já existem diversas bactérias com propriedades probióticas à venda sob a forma de produtos lácteos e cápsulas. Nem todas, alertam os especialistas, têm seus efeitos cientificamente comprovados. Para separar o joio do trigo, é importante consultar um médico ou nutricionista.
A fronteira final, e um sonho ainda muito distante, é reproduzir a microbiota intestinal dentro do laboratório e usá-la para desenvolver novas formas de tratar diversas doenças, especialmente as que acometem o sistema gastrointestinal.
"Infelizmente, só conseguimos cultivar em laboratório 30% das bactérias que compõem a microbiota intestinal" lamenta o ecologista Joël Dore, que estuda o genoma das bactérias do intestino no Instituto Nacional de Pesquisas em Agricultura, da França.
Fonte: http://saude.ig.com.br/minhasaude/bacterias-do-intestino-interagem-ate-com-o-cerebro/n1597723786632.html

segunda-feira, 5 de março de 2012

Óleo de coco

Este produto está fazendo o maior sucesso entre os afoitos para ganhar massa muscular e mais ainda entre aqueles interessados em perder peso. A mídia ainda tem um papel decisivo neste cenário uma vez que expõe artistas e famosos que referem ter conseguido façanhas com o uso do produto.
Muita calma para quem pensa em colocar na dieta o óleo de coco imaginando que conseguirá efeitos tão surpreendentes como os artistas em questão!

Observação: ainda não foi descoberta a fórmula mágica para perder barriga ou fazer sumir quilos a mais do nosso corpo, assim o óleo de coco não é diferente e de fato não é a tal fórmula.
Este produto tem uma característica de interesse para a área da nutrição por ser considerado uma gordura cuja cadeia molecular é de tamanho médio (chamamos de triglicerídeo de cadeia média ou TCM), esta característica permite que tal gordura seja absorvida mais rapidamente e seja mais prontamente utilizada como fonte energética. Este tem sido o grande apelo para a comercialização do óleo de coco.
O outro lado é que trata-se de uma gordura do tipo saturada que é o tipo de gordura classificada como de má qualidade para a saúde cardiovascular, assim como parte da gordura existente em produtos de origem animal, gorduras trans e gordura hidrogenada. Poucos são os estudos que de fato mostram efeitos sobre a saúde humana, pois muitos destes estudos são conduzidos em animais, e os poucos estudos de boa qualidade que apontam os benefícios em pessoas também associaram dieta de calorias reduzida e houve prática de atividade física entre os indivíduos estudados.

Diretrizes nacionais e internacionais citam o óleo de coco bem como o próprio coco a terem seu consumo reduzido a fim de diminuir o risco para doenças cardiovasculares, principalmente entre aqueles que já apresentam outros riscos associados.
Portanto, gostaria de alertar os interessados em fazer uso de tal produto que é necessário uma avaliação individualizada para fazer o uso correto. E mais uma vez observo que, a melhor forma de controlar o peso, ganhar um corpo saudável e ter uma saúde preservada é praticar um estilo de vida saudável: alimentação equilibrada e atividade física regular!

Abraço!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Apenas 15% dos diabéticos brasileiros têm a glicemia bem controlada

Manter a glicemia bem controlada é a principal meta no tratamento do diabetes, por outro lado, é um dos grandes desafios para o paciente e também para os profissionais envolvidos no tratamento. Como membro de um importante grupo de profissionais que se envolvem nesta causa (GECD-UNIFESP),  vivencio as conquistas de muitos e o insucesso de outros. Pessoalmente, posso afirmar que a orientação a respeito da doença e o esclarecimento dos tratamentos possíveis para o bom controle são os grandes diferenciais. Hoje, os tratamentos são muito mais abrangentes possibilitando um controle mais maleável se comparado ao controle estabelecido anos atrás.
O que não muda é que o bom controle da doença possibilita uma boa e duradoura qualidade de vida.

Um estudo feito em 28 cidades brasileiras aponta que apenas 15% dos diabéticos do país fazem bom controle da doença. A pesquisa, que foi feita por meio da análise dos prontuários e questionários respondidos por pacientes entre 2008 e 2010, analisou os dados de 3.591 pessoas de 28 cidades nas cinco regiões do Brasil.
O diabetes é uma doença causada pela falta ou mau funcionamento de um hormônio chamado insulina. Ele é necessário para fazer com que a glicose – que fornece energia para o corpo - entre na célula. A doença faz com que haja excesso de glicose no sangue, causando danos aos tecidos, em especial aos vasos sanguíneos, o que pode resultar em outras enfermidades.
Existem diversos tipos de tratamento para o diabético controlar os níveis de glicose no sangue, como dieta, exercícios, medicamentos orais ou insulina. O sucesso do tratamento pode ser avaliado por medições constantes com um aparelho portátil ou por um exame de sangue chamado hemoglobina glicosilada, que faz uma média do nível da glicose sanguínea dos três meses anteriores ao exame e dá uma ideia global de como está o tratamento.
Aceitação
O controle do diabetes está diretamente ligado ao grau de aceitação e conhecimento que o paciente tem sobre a doença, pois o tratamento requer dedicação e mudança de hábitos. Segundo a psicóloga Graça Camara, da Associação de Diabetes Juvenil (ADJ), cada um reage de uma forma diferente ao diagnóstico da doença, de acordo com as experiências de vida, se já conhece a doença, se tem parente diabético, se acha que é doença de velho, de obeso. Dependendo de todos estes fatores, o paciente pode ficar só surpreso, triste, ou entrar em depressão.
A aceitação do diagnóstico passa por vários estágios: negação, aceitação (quando começa a querer fazer alguma coisa), a contemplação (quando assume a doença e começa a se tratar melhor) e a manutenção (ir sempre ao médico, continuar o tratamento diário). Caso o paciente deixe de lado a manutenção, pode deixar de se cuidar e voltar à fase inicial.
Se o paciente passa muito tempo em negação, sem buscar tratamento ou informação sobre a doença, há a necessidade de terapia para que ele aceite o diagnóstico.
Jovens
No levantamento feito com apoio da Fundação Oswaldo Cruz, da Sociedade Brasileira de Diabetes e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro, 20% dos pacientes foram diagnosticados antes dos cinco anos e mais de 70% foram diagnosticados antes dos 15 anos. Camara explica que, para estes jovens, o desafio é ainda maior, pois na adolescência os hormônios tornam o controle mais difícil e é uma idade de revolta, de autoconhecimento e de identificação com os colegas.
O adolescente se sente estranho quando é o único a ser diabético, pois isso, nesta faixa etária, o contato com outros diabéticos é essencial. Para os que foram diagnosticados na infância, a adolescência é o momento de assumir o tratamento que era feito pelos pais, para conquistar mais independência.
A psicóloga explica que, ao receber o diagnóstico, é importante não se desesperar, pois a doença é controlável. “Não é nenhum bicho de sete cabeças, a pessoa pode ter uma ótima qualidade de vida”, comenta Camara. É importante buscar informações para fazer com que o tratamento se adapte ao dia a dia. “Se não sabe aplicar insulina, busque uma enfermeira, se não sabe o que comer, procure um nutricionista, sempre converse com o médico sobre seus medos, dificuldades e angústias para que ele o encaminhe para o profissional adequado”, aconselha a psicóloga.
Nesse link tem assuntos interessantes.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Teste o seu conhecimento sobre os mitos da alimentação.

Beterraba cura anemia
Resposta: A anemia por falta de ferro normalmente é resultado do consumo insuficiente do nutriente na dieta. A beterraba é um alimento pobre em ferro assim como o espinafre. As carnes vermelhas e miúdos são as maiores fontes na dieta, pois além de possuírem mais ferro é justamente o tipo de ferro que o nosso organismo faz melhor proveito. Hortaliças, frutas e cereais são importantes como complementos.


Açúcar orgânico é menos calórico do que a versão refinada
Resposta: a versão orgânica do açúcar é mais saudável por apresentar mais minerais (potássio, magnésio, cálcio, ferro, fósforo) do que a versão refinada. Mas as calorias são praticamente as mesmas, bem como o efeito sobre a glicemia (o açúcar no sangue).

O sal marinho é melhor para quem tem hipertensão
Resposta: é o mesmo caso do açúcar orgânico. O sódio presente no sal, tanto na versão refinada quanto na marinha, é quem de fato aumenta a pressão e este nutriente está na mesma quantidade em ambas as versões. Para quem é hipertenso, o ideal é adicionar bastante ervas secas ao sal e usar em quantidades moderadas. As ervas (assim como hortaliças e frutas) possuem potássio e magnésio que ajudam a reduzir a pressão.

O óleos vegetais (soja, canola, milho, girassol, linhaça) têm ao menos um pouco de colesterol Resposta: o colesterol somente está presente em produtos e alimentos de origem animal, portanto nenhum óleo vegetal possui colesterol. O mesmo acontece para o caso das margarinas que são produzidas com óleo vegetal. Atenção apenas para a versão mix de margarina + manteiga, esta é de origem animal.

 A carne de frango é mais magra do que a carne bovina
Resposta: praticamente todas as carnes (aves, suína, bovina) possuem cortes mais gordinhos e cortes magros. A coxa e sobre coxa do frango são cortes gordinhos, bem como a pele das aves. O lombo suíno é um corte magro, assim como o músculo e lagarto bovino. Os peixes no geral são carnes magras.


Comer carboidratos (arroz, pães, batatas, massas) à noite engorda
Resposta: se comer uma grande quantidade todos os dias e você for um sedentário, provavelmente alguns quilos a mais irão surgir, mas isso não é uma condição exclusiva para o período da noite, a diferença é que durante do dia, existe a chance de gastar o excesso consumido. Você pode substituir estas versões de carboidratos da noite por frutas e pelas versões integrais, mas a dica de não abusar é a mesma.

Para quem quer emagrecer não é permitido comer manga, abacate e banana
Resposta: todas as frutas possuem vitaminas e minerais diferentes e, portanto, todas têm um papel especial no organismo e são igualmente importantes. Todas as frutas são permitidas, mas a regra de não abusar é geral.

O azeite é tem menos calorias do que o óleo de soja
Resposta: TODAS as gorduras têm as mesmas calorias. Um grama de gordura da banha animal tem as mesmas calorias de um grama de azeite. O que as diferencia é a qualidade da gordura. O azeite está associado à redução do colesterol ruim e aumento do colesterol bom no sangue e redução de doenças cardiovasculares enquanto que a gordura da banha (rica em gordura saturada) está associada ao quadro inverso, o mesmo para todas as gorduras saturadas presentes em alimentos industrializados, fast food, etc.